Ato contra o PL da Dosimetria causou reação de bolsonaristas contra o movimento na Avenida Beira-Mar em Fortaleza
Por Reinaldo Oliveira
A capital cearense assistiu no domingo (14/12) a uma manifestação contra o PL da Dosimetria. O ato, que percorreu uma parte da Avenida Beira-Mar, no bairro Praia de Iracema, em Fortaleza e trazia um trio elétrico cedido pelo Sindicato dos Bancários em que se aglomeravam artistas, ativistas, sindicalistas e políticos esquerda, se posicionava contra a anistia a envolvidos nos ataques do dia 8 de janeiro de 2023 em Brasília e contra o projeto de lei que reduz o tempo de prisão para condenados por tentativa de golpe de Estado. Em outras cidades do País também ocorreram manifestações semelhantes.

Tendo como alvo figuras políticas como Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, o movimento se concentrou no Espigão da Avenida Rui Barbosa e partiu em direção ao anfiteatro mantido na avenida quando no decorrer do percurso alguns moradores de um arranha-céu localizado na via se manifestaram na varanda de seus apartamentos reprovando a manifestação com vaias, o que levou os manifestantes a cantarem músicas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ecoarem palavras de ordem, como “sem anistia”, “Bolsonaro, vai tomar…!”.

O movimento, que foi capitaneado por sindicatos, partidos de esquerda e organizações sociais, trazia manifestantes empunhando cartazes e bandeiras, com frases como “Bolsonaro na Cadeia – Sem Anistia”, “Congresso Inimigo do Povo”, “Fim da Escala 6×1”, “Quando o Povo se Junta, o Congresso Perde o Poder” e “Sem Anistia para Golpistas!”, e ao final brindou os manifestantes com apresentações musicais de “O Cheiro do Queijo”, “Selvagens à Procura de Lei”, “Vanessa A Cantora”, entre outros artistas.


