Centenário da ACI – Associação Cearense de Imprensa (Parte 4)
• Stênio Azevedo presidiu a entidade por três mandatos junho de 1995 a junho de 2004.
• A filiação de Zelito Magalhães na agremiação jornalística em 1952
• O 2° Tesoureiro e posse em 10 de setembro como seu 14° Presidente A criação do “ACI-Informativo”
• O apoio da prefeita Luizianne Lins a Associação Cearense de Imprensa
• Homenagem a Stênio Azevedo
• Instituída a Comenda Antônio Drummond
• O Prêmio de Jornalismo 2007
• Adísia Sá homenageada pela Maçonaria
• Lançamento do livro “ACI: 82 anos de lutas e glórias”.
• O presidente Paulo Tadeu Sampaio de Oliveira

Por Zelito Magalhães
No dia 10 de setembro de 2004, foi empossada a diretoria da Associação Cearense de Imprensa, tendo Zelito Nunes Magalhães na presidência e Paulo Tadeu Sampaio de Oliveira como vice-presidente, Luciano Luque e Arleni Portelada, secretários, Moacir Maia na tesouraria, depois Fernando César de Carvalho, Eduardo Fontes, diretor de Comunicação Social, Cláudio Pereira, relações públicas, Maury Amâncio de Oliveira, membro do conselho fiscal, Luiz Siqueira Campos, diretor de Biblioteca, Stênio Holanda, diretor da Colônia de Férias, Hilário Moura, diretor de Sede, Ana Memória, conselheira.
14º Presidente Zelito Nunes Magalhães assumiu no dia 10 de setembro de 2004. Considerou como primeira ato a criança do periódico ao qual deu o nome de ACI – Informativo, que foi bem aceito pelos demais diretores. Pouco mais de um mês de sua gestão à frente da entidade, o presidente ventilou sobre formar-se uma comissão e procurar a chefe da edilidade. A meta: pintura externa do prédio da ACI. Não vendo maior interesse por parte de seus auxiliares, marcou um encontro com esta e, ao cabo de duas semanas, o prédio estava externamente pintado in totun.

Adísia Sá homenageada pela Maçonaria.
Por proposição do presidente Zelito, foi a ilustre colega homenageada pela Loja Portal da Luz, na gestão do Grão-Mestre Nathaniel Carneiro Neto.A homenagem constou da medalha alusiva aos 75 anos de instalação Grande Loja do Ceará e do Troféu Dragão do Mar. O evento foi prestigiado pelas seguintes autoridades civis, além da comunidade maçônica: Desembargador José Maria Lucena. Comandante do 23º Batalhão de Caçadores, Coronel João Batista Stevaux. Coube ao maçom Zelito fazer a saudação à homenageada, discorrendo sobre sua carreira profissional. Em seguida, declamou em sua o soneto A Imprensa (a composição encontra-se hoje, emoldurada, no 4º andar da ACI).
A homenageada surpreendeu o auditório, quando ocupou a tribuna para os seus agradecimentos.Disse nas entrelinhas da sua alocução, calcada nos fundamentos maçônicos: “Eis a Maçonaria viva, pujante e gloriosa, com certeza uma das últimas cidadelas das virtudes desafiadoras da Humanidade e de cada um: Liberdade – no âmago dos espíritos e nas ações sociais; igualdade – no símbolo dos ladrilhos preto/branco, sem barreiras e diferenças; Fraternidade – na união dos sentimentos e dos atos em prol de uma sociedade justa, única, absoluta”.
Zelito nasceu em Fortaleza-Ceará no dia 21 de agosto de 1937, filho de Manuel Nunes Magalhães. Iniciado nas primeiras letras com d. Maria da Glória, depois foi matriculado na Escola Reunida Arraial Glória, bairro N. Srª da Piedade, com a professora Aline Silva e e o curso de admissão ao ginásio no estabelecimento de ensino do prof. Geová Barbosa Lima, também naquele bairro. Cursou o ginasial na Escola Industrial de Fortaleza (depois Escola Técnica Federal) onde aprendeu artes gráficas, com o prof. Antônio Siqueira Campos e música com o maestro Emídio Evangelista de Santa. Ingressa no Liceu do Ceará, onde complementa o colegial e conclui o curso clássico. No referido colégio, cria em 1952 com Wellington Ayres de Medeiros, Diniz Alencar Araújo e Nemésio Dias da Silva o jornalzinho Voz Estudantil. Foi quando teve as primeiras experiências como revisor de provas. Iniciou no primeiro emprego como entregador de assinaturas no vespertino O Democrata em 1951.Em 1952, filia-se à Associação Cearense de Imprensa-ACI. No ano de 1957, ganha em concurso de reportagem promovido pelo O Povo, o prêmio com a matéria “Carlos Câmara – um cearense esquecido”, que foi publicada em sua edição de 30 de outubro daquele ano. No ano seguinte, ingressa em seu quadro jornalístico. Passou pelos Diários Associados (Unitário e Correio do Ceará) e O Estado. Em 1963, assume o cargo de diretor de redação do jornal O Dia, propriedade do empresário Oswaldo Rizzato. A folha foi censurada pelo movimento de 64, chegando Zelito Magalhães a ser preso e demitido do serviço público (concursado) em razão de matéria publicada em que denunciava abuso administrativo do então secretário de Segurança Pública. Pela Gazeta de Notícias, ganhou em 1968 o Prêmio Semana da Asa, promovido pelo Ministério da Aeronáutica, com a reportagem “Correio de Arco e Flecha conta história de 37 anos”. Em parceria com Geraldo Nobre e Stênio Azevedo, editam, no ano 2000, pela Casa de José de Alencar ((UFC) “Nova História da ACI”; assume a função de Relator da Comissão de Sindicância e em seguida, a 2ª Tesouraria da agremiação. Como escritor, tem publicado os seguintes livros: Canções de um Menestrel (1959), Editora Monitor Comercial); Poeira (contos – 1962), Editora A. Batista Fontenele, com incentivo e ajuda de José Raimundo Costa, diretor-gerente do jornal O Povo; O Romance Cearense – Origem e Evolução (Prêmio Osmundo Pontes de Literatura da Academia Cearense de Letras, (2001), O Liceu do Meu Tempo (participação – 2005), O Liceu, 162 anos de História (participação – 2007), Amazônia, a Cobiça do Mundo (2007), Associação Cearense de Imprensa: 82 anos de lutas e glórias (2007), História da Maçonaria no Ceará (Prêmio de Monografia da Grande Loja Maçônica do Ceará (2008/2009), Piedade, Retalhos de Lembranças, 2009/2010), O Bonde no Modinheiro Carnavalesco (2010), Dois Amigos, um Ideal- Zelito Magalhães e Gastão Rúbio – 2013) Academia Cearense em Versos (2009) 100 Sonetos Cearenses –Coord. (2013) e Raízes da Eletrônica (2022). Zelito adentrou pela primeira vez a Casa de Juvenal Galeno no ano de 1957, quando aluno do Liceu do Ceará. O liceista Roberto Átila do Amaral Vieira acabara de criar, ali, o movimento literário – Academia dos Novos, do qual participaram, dentre outros, José Freire de Freitas, Cid Moreira Carvalho, Zelito Magalhães, Maria Angélica Matos Cunha. A coordenação acadêmica era da Dra. Henrique Galeno e do poeta Sidney Netto. A entidade teve a duração de um ano e meio, aproximadamente, em razão do presidente Átila ter idealizado o uso de paletó.

Os estudantes do Liceu do Ceará- Aluísio e a presidente do CLEC Ma.Angelica Matos Cunha, tendo ao lado o governador Flávio Marcílio e o diretor Boanerges Sabóia. Angelica membro da Academia Os Novos.
A amizade de Zelito Magalhães já alicerçada entre Henriqueta, Alberto Galeno e Cândida Galeno, convidou a esta, no ano de 1969, o convide para criarem na Casa uma filial da União Brasileira de Trovadores. Há três anos, mais precisamente no dia 8 de janeiro de 1966, a entidade original havia sido criada no Rio de Janeiro pelo cirurgião dentista e trovador Gilson de Castro (pseudônimo Luís Otávio). Convidados trovadores, na manhã de 11 de novembro de 1969, Cândida Maria Santiago Galeno abria a sessão registrando a presença de Zelito Magalhães, César Coelho, Carlyle Martins, Pedro Wilson Rocha, Marilita Pozolli, Cornélio Pimentel, Rita de Lara, Adauto Gondim e Santiago Vasques Filho. Com relação a este último, Cândida Galeno informou que se tratava de trovador piauiense que residia em Fortaleza e que já era conhecido por haver saído vitorioso em vários concursos de trovas. Por essa razão, o convidava para exercer provisoriamente a presidência da entidade até a eleição de praxe.
Em 2002, integrou a primeira diretoria da Academia de Letras e Artes do Ceará, que teve como fundadores: Reginaldo Vasconcelos de Athayde (presidente), Eliane Maria Arruda, Ida Rodrigues, Sylvia Helena Braun, Ernani Machado, Maria Adelaide Flexa, Alberto Farias, no total de catorze sócios fundadores. Fundou a Academia Maçônica de Letras do Estado do Ceará e o Museu Maçônico da Imagem e do Som (1996). HINOS – Hino do Colégio Dominium (2012), Hino do Museu do Sertão – em Mossoró/RN (2019), Hino do cinquentenário da Loja maçônica Ignácio Lolo n.22 (2020), Hino da Casa de Juvenal Galeno (2022), Hino da Loja maçônica Aurora do Novo Tempo n. 126 (2023)

Mirian Duarte Matos, Rainha da Imagem
A 6ª Rainha Mirian Duarte Matos nasceu em Fortaleza, no dia 22 de abril de 1934, filha do jornalista Clóvis de Alencar Matos e de d. Laura Duarte Matos. Concluiu no ano de 1950 o Curso Normal no Instituto de Educação do Ceará. Ainda na infância, Mirian começou a participar da sociedade, frequentando com os pais o Clube dos Diários e Francisco Lorda, no Jacarecanga. Durante a IX Festa da Imprensa, em agosto de 1955, realizou-se a eleição para escolha da Rainha de Imprensa, saindo vitoriosa a senhorita Mirian Duarte. A coroação ocorreu no Centro Massapêense, na noite de 27 de agosto daquele ano, antecedendo ao bingo dançante programado cuja renda reverteu em benefício da Casa do Jornalista do Ceará. S. M. recebeu a coroa das mãos do presidente da Associação Cearense de Imprensa, Perbyre e Silva, que a saudou em nome dos jornalistas cearenses. A solenidade foi abrilhantada pela presença de Emília Correia Lima, então Miss Brasil, como convidada da de honra da agremiação jornalística. O diretor Antônio Carlos Campos de Oliveira foi indicado para dirigir a cerimônia, A “Coluna Carnet” assinada por Byron, no jornal O Estado, de 28 de agosto de 1955, assim registrou o acontecimento: “O bingo dançante do Centro Massapêense alcançou grande sucesso. Mirian Matos estava feliz e bonita, também”. A imprensa divulgou sobremodo o bingo dançante, incentivando a sociedade a dele participar, em virtude de se tratar de uma iniciativa pró-construção da Casa do Jornalista. Foram relacionados os valiosos brindes oferecidos a sorteio, no valor acima de 100 mil cruzeiros, cortesia dos tradicionais estabelecimentos: Casa Parente, Carneiro & Gentil, Bonaparte P. Maia& Cia e Ceará Gás Butano. No ano de 1957, Mirian Matos ingressou no serviço Público – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem-DAER – quando conheceu Antonio Barbosa Neto, filho de próspero comerciante estabelecido na Praça do Ferreira (Casa Volante) com quem contraiu matrimônio no ano de 1960. Nasceram três filhos do consórcio. Fixando o casal residência em São Paulo, Mirian veio a falecer no dia 12 de março de 1992, tendo o corpo sido cremado, em atendimento ao seu pedido.

Paulo Tadeu o 15 Presidente da Associação Cearense de Imprensa.
O 15º presidente Paulo Tadeu integrou em 1980 a Editoria política do vespertino O Povo. Foi o responsável, naquele ano, pela cobertura do evento da Semana Consciência Negra, promovido pelo Movimento Negro Unificado-MNU, que ocorreu nas dependências da Universidade Federal do Ceará-UFC. Naquele ano de 1980, criou com o amigo e também aficionado pelas coisas mominas o bloco carnavalesco Maracatu Vozes da África. A inspiração surgiu através do poema de Castro que leva este nome. Paulo Tadeu Sampaio de Oliveira nasceu em Palmácia-Ce. no dia 25 de janeiro de 1946, filho de Antônio Gomes de Oliveira e de d. Maria Dolores Sampaio Gomes. Professor do Curso de Administração da UECE, jornalista, ator e folclorista. Pertence às seguintes entidades literárias: Academia de Letras e Artes do Ceará-ALACE, Academia dos Municípios do Ceará, Academia de Letras Juvenal Galeno-ALJUB; Amigo do Instituto do Ceará; Membre D’Honneur da Divine Académie Française dês Arts Lettres et Culture, da qual é também Ambassadeur; do Centro Cultural do Ceará=CCC; Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Ex-membro do Comitê de Imprensa da Assembleia e do Comitê de Imprensa, Rádio e Televisão da Câmara Municipal de Fortaleza. Fundou os Maracatus Vozes d’África e Nação Iracema. Cidadão de Fortaleza, de Pacajus e de Maracanaú. Paulo Tadeu envolveu-se com Luciano na fraude do Prêmio ACI de Jornalismo 2007. Chegou a defender-se da culpa, através de matéria (paga) publicada no Diário do Nordeste, edição de 13 de setembro de 2007. “Zelito Magalhãee percebeu a manipulação… A reunião ocorreu após a denúncia do jornalista Zelito Magalhães, presidente da Comissão Julgadora, de que o voto do jornalista José Carlos Araújo havia sido alterado em favor da série Grupo de Extermínio, do Diário, o que ocasionou a divisão do prêmio. Apesar da decisão de proclamar O POVO como único vencedor, o novo presidente da entidade, Paulo Tadeu, negou novamente que tenha, juntamente com Luciano Luque, vice-presidente da ACI e editor e editor do Diário do Nordeste, manipulado a votação. “Acredito que houve uma falha de comunicação na apuração”, afirmou Paulo Tadeu, que prometeu apurar o fato, O Povo, Fortaleza-Ce, 14 de setembro de 2007. Ocorrendo novo pleito no mesmo 2027, foi eleito Paulo Tadeu cujo mandato foi de 10 de setembro de 2007 a 22 de outubro do mesmo ano.
ACI 2008. Ocorrida a eleição para três cargos e posse imediata – Maria Ivonete Moreira Maia (Presidente) Izabel Pinheiro (1ª vice-presidente) e Wilame Moura (2º vice-presidentes) no dia 22 de janeiro, a Associação Cearense de Imprensa empossa pela segunda vez a jornalista Ivonete Maia. Com sua morte em 14 de fevereiro de 2012, assume o vice-presidente Nilton Melo Almeida e em seguida, a jornalista Adísia Sá.

Colônia de Férias da ACI em Paracuru
