Opinião

O Brasil não se ajoelha!

Que fique o recado para o mundo: o Brasil pode até negociar, mas não se vende. Pode ouvir, mas não obedece. Pode dialogar, mas não se curva. Nossa pátria é altiva, e quem toca no Brasil, toca no coração do nosso povo.

Por Antonio Matos
O jogo é antigo, mas a cartada agora é mais suja do que nunca. De tempos em tempos, potências estrangeiras tentam ditar o rumo de países que ousam erguer a voz em defesa da própria soberania. E, desta vez, o alvo é o Brasil. Mais precisamente, um Brasil que tem mostrado ao mundo que não é mais quintal de ninguém. Um Brasil que ousa se levantar e dizer: “aqui quem manda é o povo brasileiro!’’

As recentes sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, travestidas de “defesa da democracia”, contra o competente jurista e ministro do STF, Alexandre de Moraes, são um exemplo real de uma prática rasteira: usar pretexto político para fins puramente comerciais e geopolíticos. A verdade que muitos tentam esconder é simples: os Estados Unidos, perdendo espaço no Brasil, e isso dói no bolso deles.

Enquanto o Brasil compra diesel mais barato da Rússia e fortalece laços com países como a Índia e a China, os Estados Unidos assistem, de camarote desconfortável, sua influência comercial e diplomática esvair-se na América do Sul. A venda de commodities estratégicas, como o aço, o petróleo, os grãos do agronegócio e até mesmo as reservas de terras raras na Amazônia, está escapando do controle americano, e isso os enfurece muito.

A tentativa de punir um ministro da Suprema Corte brasileira por cumprir com coragem seu papel constitucional não passa de uma chantagem diplomática mal disfarçada. É a velha tática do império ianque: não conseguiram dobrar o Brasil com bajulação, agora tentam na marra. Só que esqueceram de um detalhe: o Brasil de hoje, do Lula, não se ajoelha.
É preciso deixar bem claro ao povo brasileiro que essa sanção não é contra Moraes; mas contra o Brasil. É um recado para todos que ousam defender as instituições e impedir que nosso país vire uma colônia moderna. Não é por acaso que o próprio autor da lei usada nos Estados Unidos para justificar a punição já veio a público dizer que o governo Trump distorceu completamente o objetivo da legislação.

E não para por aí. Há interesse explícito na Amazônia, nas reservas recém-descobertas de petróleo no norte do país, nas nossas riquezas naturais. Não é coincidência que os maiores discursos “ambientalistas” venham justamente de quem mais destruiu o planeta; só para justificar a cobiça pelas nossas riquezas. Se o nosso povo permitir, não se assuste se amanhã elas venham a tomar a Ilha de Marajó, no Norte do Brasil.

Se fosse outro governo passado, já tinham passado a mão. Se fosse aquele governo que se curvava aos interesses estrangeiros, a Amazônia já estaria loteada. Mas não é! Hoje, o Brasil tem voz, tem rumo, e não aceita mais capataz de fora. Não estamos mais sob tutela de Washington ou de qualquer outro centro de poder ou País.

Claro que há pressão. Claro que há ameaças. Mas também há dignidade. E o povo brasileiro sabe muito bem identificar quando a soberania nacional está em jogo. O Brasil, apesar de todos os seus desafios, é um país grande demais para ser intimidado. E quem nos ameaça precisa entender de uma vez por todas que o Brasil não pertence a ninguém, senão aos brasileiros.

Diante da investida estrangeira travestida de sanção diplomática, os ministros do Supremo Tribunal Federal têm demonstrado firmeza e altivez dignas da história da nossa República. Não se trata de defesa pessoal, mas da defesa institucional de um dos pilares da democracia brasileira. Ao contrário do que tentam vender ao mundo, o STF não atua para proteger ideologias, mas para proteger a Constituição e o Estado de Direito.

O ministro Alexandre de Moraes tornou-se alvo justamente por fazer o que muitos não têm coragem: combater as ameaças ao processo democrático com base na legalidade e nas prerrogativas que a lei brasileira lhe confere. Suas decisões, analisadas e sustentadas por seus pares, vêm sendo amparadas por fundamentos jurídicos e respaldadas pelos demais poderes.
E mais: a Corte não se curvou à pressão externa. Nenhum ministro do STF se intimidou diante das ameaças veladas nem das tentativas de humilhação internacional. Ao contrário, reafirmaram, em silêncio ou com palavras, que a soberania brasileira não será negociada por conveniência política ou econômica de país algum.

Neste momento de tensão, o Supremo Tribunal Federal age como deve agir uma instituição de Estado: com serenidade, firmeza e absoluto compromisso com o Brasil. O povo brasileiro já enfrentou muitas batalhas, e venceu todas quando teve coragem de se unir e levantar a voz. Esta não é diferente. Estamos diante de uma nova forma de ataque: silenciosa, disfarçada, travestida de boas intenções, mas carregada de interesses escusos.

É hora de dizer com todas as letras: o Brasil é uma nação soberana, e suas instituições merecem respeito. Não aceitaremos tutelas nem interferências externas que tentam subverter a legalidade e dobrar nossas autoridades legítimas. O Supremo Tribunal Federal, com todos os seus acertos e imperfeições, tem sido uma muralha contra o retrocesso e a submissão.

Ao povo brasileiro, cabe agora fazer ecoar sua indignação; não com ódio, mas com consciência nacional. Não é apenas o ministro Alexandre de Moraes que está sendo atacado: é a própria ideia de um Brasil livre, justo e dono do seu destino. Estamos preparados para a “guerra”. Que fique o recado para o mundo: o Brasil pode até negociar, mas não se vende. Pode ouvir, mas não obedece. Pode dialogar, mas não se curva. Nossa pátria é altiva, e quem toca no Brasil, toca no coração do nosso povo.

Antonio José Matos de Oliveira é Jornalista, Administrador de Empresas, membro da União Brasileira de Compositores/UBC e da Academia de Letras e Artes de Columinjuba/Capistrano de Abreu.

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