Comércio e Serviços geram 70% das vagas de empregos formais em maio
De cada dez vagas criadas no mercado formal de trabalho em maio, sete foram geradas pelos Serviços e Comércio. Foto: Banco de Imagem
Nos primeiros cinco meses do ano, os dois setores desenvolveram 619.692 do total de 1.051.244 de postos com carteira assinada
De cada dez vagas criadas no mercado formal de trabalho em maio, sete foram geradas pelos Serviços e Comércio. Os dois setores foram responsáveis pelo emprego com carteira assinada de 93.397 trabalhadores (70.139 nos Serviços e 23.258 no Comércio).
Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta segunda-feira, 30 de junho, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em todos os setores, o saldo positivo de vagas criadas foi de 148.992. No Brasil, há 48.251.304 vínculos com carteira assinada.
No acumulado do ano, de janeiro a maio, o setor de Serviços foi o maior gerador de postos, acumulando 562.984 vagas de emprego, um crescimento de 2,44%. O Comércio criou 56.708 postos de trabalho formais nos primeiros cinco meses do ano, um aumento de 0,54% em relação ao mesmo período de 2024.
O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait, alerta para o risco de que os gastos públicos sem controle, como vem ocorrendo, possam causar aos setores de Comércio e Serviços, os que mais geram emprego e pagamento de impostos.
“O Estado brasileiro precisa custar menos, para dar espaço aos investimentos. Os empreendedores precisam de ânimo e perspectivas e a população de soluções para os problemas que afligem. A fiscalização e a cobrança de ações é um caminho para atingir essa finalidade”, destaca Cotait.
Enquanto a arrecadação até agora, em 2025, está estimada em R$ 2 trilhões, as despesas da União, estados e municípios já totalizaram R$ 2,58 trilhões no período, segundo estimativas do Gasto Brasil, painel criado pela CACB em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
As despesas governamentais já superaram em mais de R$ 500 bilhões o volume da arrecadação. “O controle dos gastos públicos é uma necessidade para garantir finanças saudáveis e promover o desenvolvimento social e econômico”, reforça Cotait.
