O que o Brasil espera do novo Governo

O voto em si não resolve, apenas informa para o novo dirigente que vai assumir em janeiro do próximo ano, que a sociedade não vai mais esperar. Quer solução para a falta de emprego e renda. Todos os direitos constitucionais garantidos no seu dia a dia. O direito de trabalhar e construir patrimônio com o seu esforço. E ter ampla liberdade para optar por tudo na vida, sem contrariar o direito do próximo.

O discurso, escrito, que o Presidente eleito Jair Bolsonaro fez logo após a confirmação de sua vitória eleitoral pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral – através das mídias, contém alguns indicativos do modelo de governo que o Brasil terá a partir de 1º de janeiro de 2019, quando ele tomará posse oficialmente no cargo.

Questões macro que o País necessita, mas que infelizmente não foram debatidas profundamente pelos candidatos no primeiro e segundo turno, foram citadas no discurso do vitorioso, no entanto, sem uma posição clara da sua implementação. A reforma da previdência, a questão fiscal, gastos públicos, investimentos nas áreas estratégicas, como logística, além, claro, das maiores necessidades da população no momento: segurança, saúde, educação ficaram no mundo das hipóteses.

Nem mesmo a reforma política, citada pelo Presidente eleito no seu pronunciamento, observa-se posição mais profunda. Visto que essas mudanças serão pontos-chave iniciais para impossibilitar uma série de desmando nas áreas políticas e administrativas.

O que o Presidente eleito fez, com muita convicção, foi reafirmar a sua pronta vigilância nos temas que mais levaram a sua campanha às ruas e aderir à preferência popular: Combate a corrupção, intolerância à violência comum (roubos e furtos), o comportamento dos jovens (liberalismo moral), resgate dos costumes familiares clássicos (união homossexual), enfim, nenhuma questão abafada ou desestimulada na sociedade, dará um salto social que o Brasil merece.

O que o Brasil e os brasileiros aguardam, no fundo das necessidades populares, não é somente o fim da corrupção, a falta de educação e a violência principalmente entre os jovens, a justiça do Estado (Poder Judiciário) eficiente e célere. Mas um governo progressista no desenvolvimento social, onde as oportunidades de emprego sejam amplas, em todas as regiões, e as necessidades básicas da população, como educação, saúde com saneamento básico, lazer e cultura estejam bem próximas de todos, nos municípios e bairros.

A corrupção, o confronto comportamental entre pessoas e grupos sociais e a violência urbana não são e nunca serão objetos centrais do povo brasileiro. Essas pragas são consequências do modelo político do Estado. É o espelho de uma realidade que confronta os interesses sociais. Todos provocam danos à sociedade, entretanto, o que o eleitor expressou, ao reprovar o governo que deixará o poder, foi a sua decisão de não acreditar que eles teriam mais possibilidade de resolver os seus problemas.

O voto em si não resolve, apenas informa para o novo dirigente que vai assumir em janeiro do próximo ano que a sociedade não vai mais esperar. Quer solução para a falta de emprego e renda. Todos os direitos constitucionais garantidos no seu dia a dia. O direito de trabalhar e construir patrimônio com o seu esforço. E ter ampla liberdade para optar por tudo na vida, sem atingir o direito do próximo.

 

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