O Brasil se sustenta nas micro e pequenas empresa

Esses negócios são as principais geradoras de riqueza no Comércio no Brasil, já que respondem por 53,4% do PIB desse setor comercial. No PIB da Indústria, a participação das micro e pequenas (22,5%) já se aproxima das médias empresas (24,5%). E no setor de Serviços, mais de um terço da produção nacional (36,3%) tem origem nos pequenos negócios

 

A participação do Sebrae-Ceará e do Banco do Nordeste no XI Encontro Estadual das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Ceará (FestMicro 2018), promovido pela Federação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Ceará (Femicro-CE), com o apoio institucional da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (COMICRO), serviu para ressaltar a importância que esse setor tem na economia nacional. A participação do setor de serviço no PIB – Produto Interno Bruto – representa nada menos do que 72,5%, de acordo com dados do primeiro trimestre de 2018.  

Os pequenos negócios representam 98,5% dos empreendimentos no Brasil e são responsáveis pela geração de renda de 70% dos brasileiros ocupados no setor privado. Esses dados são provas irrefutáveis da importância desse segmento na  economia brasileira. Ainda como exemplo forte destaca-se que 50,6 milhões de brasileiros têm suas receitas em empreendimentos de pequeno porte. Dados também de marcante comprovação, de estudos das entidades oficiais, acrescentam que, até 2020, o Brasil terá cerca de 17,7 milhões de pequenos negócios. 

Isso significa que mais de um milhão de novos empreendedores entrarão no setor por ano, ou seja, um crescimento de 43% sobre os atuais 12,4 milhões de MEI – Microempreendedor Individual -, micro e pequenas empresas optantes do Simples Nacional. Hoje é sabido por todos que, se não fosse esse potencial que somente o Brasil tem como mercado interno, com certeza a economia brasileira, que nos últimos anos quase não cresce, poderia enfrentar questões econômicas e sociais mais graves. 

Vale também destacar que, mesmo no ano de 2017, quando o percentual de desemprego chegou a índices alarmantes, as micro e pequenas empresas apresentaram saldo positivo de empregos, quando foi forte o fechamento de postos de trabalho. Esses negócios são os principais geradores de riqueza no Comércio no Brasil, já que respondem por 53,4% do PIB desse setor comercial. No PIB da Indústria, a participação das micro e pequenas empresas (22,5%) já se aproxima das médias empresas (24,5%). E no setor de Serviços, mais de um terço da produção nacional (36,3%) tem origem nos pequenos negócios. 

Eventos como o FestMicro 2018, no Ceará, que destacamos na nossa manchete principal, são importantes para a economia brasileira como um todo, principalmente no Nordeste, região que tem que superar com urgência os menores índices econômicos do Brasil que, aliás, já são deprimentes. Quando entidades como o Banco do Nordeste, Sebrae e as organizações empresariais se unem para promover o setor com visão também no desenvolvimento da cultura do empreendedorismo e da inovação, sem dúvida podemos garantir que o Brasil tem jeito. E essa confiança é palpável, não somente pelos números ora expostos, mas pela vontade que o povo tem de superar os obstáculos com iniciativas próprias.

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