O Brasil precisa de um estadista

Nessas eleições de 2018 chegou o momento do povo brasileiro refletir sobre os acontecimentos que abalaram o processo democrático brasileiro, mais precisamente no ano de 2016, quando a infantil democracia nacional foi ferida gravemente com o afastamento de uma presidente eleita pela maioria da população. Sob o pretexto de crime de responsabilidade fiscal, uma manobra contábil usada pelos  presidentes que antecederam Dilma, inclusive chancelada pelos TCMs em todo o país, em diversos casos que envolviam gestão pública, mas o Congresso Nacional, em sua maioria envolvida em casos de corrupção, lavagem de dinheiro, principalmente o seu ex-capitão-mor, Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados na época, hoje cumprindo pena por atentar contra os cofres públicos, o articulador do impeachment, um dos chefões do PMDB, hoje MDB, cujo partido trocou de nome justamente para enganar o povo mais uma vez – tal qual o PFL que se travestiu de DEM – reconhecido como “Judas da Política” quando assumiu o poder prometendo acabar com a crise financeira e pacificar o país.  

O judiciário corporativista, como sempre, desde o Império, também colaborou para essa instabilidade e a divisão do país, legislando matérias de forma parcial e atentando até contra as leis e normas do direito brasileiro, condenando sem a materialidade do crime. Também uma parcela da população alinhada mais à direita ultraconservadora, incluindo débeis mentais que se utilizam das redes sociais para saciar suas fúrias raivosas; são esses que batiam panelas nas ruas iludidos por movimentos radicais como o MBL, que o Facebook recentemente retirou suas páginas do ar por atentar contra as normas da empresa e promover uma mídia antidemocrática e nociva aos anseios populares, mediante a postagem de fake news (notícias falsas).    

Hoje faz-se necessário o empenho de todos os eleitores conscientes na defesa do Brasil, responsáveis pelo voto que coloque na Presidência da República um estadista, um líder detentor do conhecimento em todas as áreas governamentais, com um passado e um presente limpos, que não comungue com o mal feito e nem discrimine setores excluídos da sociedade, esses que desconhecem a escravidão e são contra os benefícios aos negros, como cotas raciais e o Dia da Consciência Negra e até batem nos índios os verdadeiros donos desta terra, muitos dizimados pela colonização. 

É fácil perceber que em toda eleição existe exagero de compra de votos e várias prisões motivadas pela “boca de urna”, e, em outubro, com certeza, não vai ser diferente, pois acabou-se o apoio financeiro das empresas, mas os candidatos com poder aquisitivo maior continuarão a agir. Por esse motivo, deve o eleitor brasileiro ficar vigilante, pois certamente os partidos vão derramar dinheiro abordando os eleitores cometendo os mais diversos crimes eleitorais.  

Como o Estado é falho e inepto, e se não houver a união das classes sociais em prol de verdadeiras mudanças que façam uma transição de comportamento dos atuais políticos para melhorar sua condição ética e moral, todo o esforço daqueles que querem mudanças em prol da sociedade vai ser em vão. São muitas as nossas experiências desde o Brasil colônia uma minoria dominando e segregando os mais pobres e os mais humildes e em discurso, até em nome de Deus, para amealhar riqueza e esconder a subtração das riquezas naturais do Brasil.  

A desilusão do povo com a política é um fato incontestável e deve nessas eleições de outubro mostrar resultados nunca vistos, embora não se deva perder as esperanças, mas unir para mudar e estancar o populismo exagerado, os conservadores que praticam o fascismo influenciando pessoas incautas a incorrer num erro trágico que é abraçar a atitude fascista.   

A exploração do homem pelo homem é fruto da ganância desse modelo globalizado que favorece os colonizadores, com o auxílio da mídia institucionalizada e que promove o consumo desenfreado de seus produtos e a idolatria a todo tipo de político, religião e partido. A tirania dos partidos políticos brasileiros é visível e notória, pois os políticos brasileiros fazem de tudo para se perpetuarem no poder, chegam até mesmo a “venderem suas almas ao Diabo” se preciso for.  

Diante desse novo cenário decadente do político brasileiro só o voto consciente pode e deve produzir as mudanças necessárias para que o nosso país volte a crescer e trazer verdadeiras esperanças aos brasileiros (as), para nossos filhos e as futuras gerações.  

E que volte a prevalecer nesse gigante Brasil o princípio do direito, da igualdade e da liberdade. 

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Antonio José Matos de Oliveira é jornalista, consultor de empresas e diretor administrativo do Jornal do Comércio do Ceará. 

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