IBOVESPA rende 3 vezes mais que poupança, mesmo após queda

O brasileiro sempre investe em produtos e momentos errados. Ele espera determinado ativo estar valorizado e compra no período de alta, quando deveria sempre comprar na baixa. Além disso aceita o que seu gerente da conta oferece, que quase sempre é apenas para bater a sua meta e vender algo que é bom apenas para a instituição financeira, como um CDB com baixa rentabilidade, por exemplo. Apesar de muita criticada pela sua remuneração, a poupança tem seu papel social, pois é o primeiro investimento feito pela maioria dos investidores. “É importante salientar que no começo da vida financeira o foco precisa estar em criar o hábito de acumular riquezas. O produto financeiro que será investido tem pouca importância para pequenas somas de dinheiro. Porém, depois, o investimento em renda variável precisa ser considerado, mas sempre com o foco no longo prazo, ou seja, aquele dinheiro que você não precisará resgatar numa emergência, pois poderá fazer esta retirada em um período de baixa e ter prejuízo”, explica André Bona, Educador Financeiro do Blog de Valor. 

Investir em ações ainda é um Tabu. No ano de 2000 após operações fraudulentas, a Bolsa do Rio de Janeiro fechou as portas e provocou pânico no mercado. Em 2009 com o derretimento da BMF&Bovespa, mais uma vez o brasileiro viu seus ativos caírem drasticamente. Para se ter uma ideia, uma ação da Petrobras que chegou a valer R$ 43,00, caiu para pouco mais de R$ 4,00 em 2016. Todos estes fatores fazem com que muitos investidores busquem ativos que tragam uma segurança emocional, como a poupança. Entretanto, todos precisam entender que existe uma outra inflação, além da medida pelo governo. “Cada pessoa possui um custo de vida que em geral sobe bem mais do que a poupança medida pelo governo. Basta ver o plano de saúde, escola, combustível e alimentação. Portanto, se o dinheiro rende menos do que esta subida, ele estáperdendo valor, ou seja, ele comprará menos do que conseguiria comprar no passado. Isso significa que o investidor precisa correr um pouco de risco se quiser rentabilizar melhor a sua carteira e seu dinheiro não desvalorizar, isso inclui diversificar no mercado de ações”, ressalta Fabrizio Gueratto, Educador Financeiro. 

O ano de 2018, mesmo com diversos acontecimentos contrários, como eleições, greve, não aprovação das reformas e instabilidade provocada por Donald Trump, o Ibovespa rendeu 22,16% nos últimos 12 meses contra 5,1% da poupança. “O Ibovespa teve seus momentos de desafio no ano, como na greve dos caminhoneiros e na inauguração do calendário eleitoral. Entretanto, a disseminação das incertezas não foi suficiente para fazer com que a rentabilidade deixasse de ser muito atrativa”, diz Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos. 

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