GREVE DOS CAMINHONEIROS – QUAL IMPACTO NA ECONOMIA?

Especialistas do mercado financeiro explicam como uma nova greve pode afetar a economia do país

 

Com o aumento do preço do diesel, a nova política do governo Bolsonaro de livre mercado não agrada a categoria dos caminhoneiros, que ameaçam começar uma greve na próxima segunda-feira, dia 29 de abril. Sabendo disso, o governo começou uma articulação com alguns ministros para impedir essa paralisação. Outra greve como a de 2018 teria muitos impactos no país e consequentemente nos investimentos. Especialistas do mercado financeiro explicam como isso pode afetar a economia brasileira.

“Uma nova greve dos caminhoneiros pode ser bastante fatal para o mercado financeiro, como vimos no ano passado o país parou e tivemos fortes estragos na economia. Repetir esse evento além de causar um novo impacto negativo econômico, traz aos investidores uma forte aversão ao mercado brasileiro e poderia derrubar os índices da bolsa”, explica a Sócia-Diretora da FB Wealth, Daniela Casabona.

“Uma nova greve nas proporções da que ocorreu em 2018 faria com que o dólar rapidamente superasse os R$ 4,00 podendo chegar a R$ 4,20. Acredito que o bolsa despencaria no mínimo 5 mil pontos. Porém, o mais importante não são os efeitos imediatos. O grande problema é a crise de confiança que tomaria conta do país. O desânimo interromperia investimentos e contratações por parte dos empresários e teria uma queda no consumo por parte dos brasileiros. Ninguém gasta dinheiro com um futuro pessimista. O impacto no PIB nos meses seguintes seria muito forte”, ressalta Pedro Coelho Afonso, Economista-Chefe da PCA Capital.

“Uma nova greve dos caminhoneiros afeta ainda mais a credibilidade do Brasil perante aos investidores estrangeiros, já temos o impasse da Reforma da Previdência, onde tudo indica que terá o seu texto original alterado na votação agendada para amanhã. A ameaça de paralização dos caminhoneiros nos deixa ainda mais sensibilizados aos olhos desses investidores, expondo a nossa fragilidade de infraestrutura e quanto o governo é refém diante das exigências dos caminhoneiros”, finaliza Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital.

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